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Retrospectiva
– Mensagem Final – Síntese
Experiência Orgânica sobre Reciclagem, Trocas e
Aventura para novos Ecopraticantes
Este
processo expõe o que entendemos como ações
eco - sustentáveis:
reaproveitamento de material, sócio-economia, intercâmbio
humano, arte e movimento contínuo.
Retrospectiva
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Há
60 anos atrás
Existia
uma escolinha de crianças, de madeira no alto
da montanha,
distante alguns kilômetros da atual Aldeia Arawikay.
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Há
50 anos atrás
A
escola foi desmontada e transportada, tornando-se a
primeira casinha dos primeiros colonos agricultores
desta terra.
Moraram 7 pessoas no início.
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Há
25 anos atrás
Os
filhos dos agricultores construíram um casarão
ao lado, o que fez da casinha um lugar de ferramentas
e com o tempo transformou-se num depósito com
tonéis de melado, sabão, palha e sal até
converter- se em local de insetos e roedores.
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Há
8 anos atrás - ano 2000
Etapa
um: chegamos nós, neo-rurais,
investigando o local.
Em julho de 2000 chegamos... O depósito era escuro
e apertado.
Nossa primeira tarefa era queimá-lo (depois mudamos
de idéia).
Ao lado dele havia duas estruturas abandonadas também
meio sombrias.
Uma das primeiras visitas que recebemos na terra foi
a de Marcha Hanzi, americana entusiasta e uma
pioneira da Permacultura no Brasil, que nos deu algumas
dicas permaculturais e falou sobre a observação
de energias naturais nos locais.
Pouco mais tarde uma hóspede de maior período
nos passou o método completo.
Fomos experimentando...
Entre
barris de sal, palhas, frascos e os irmãos insetos,
nós trocávamos figurinhas e a nossa alegria
de haver chegado a esta terra.
Aguardávamos
a mudança dos antigos donos agricultores que
ainda ocupavam o agora nosso casarão, situado
ao lado da casinha, até sua nova morada ser concluída.
Com isto tivemos a chance de conviver com eles um período.
Assim
íamos e vínhamos ao sitio entretidos com
a recuperação do depósito e o engenho
de melado.
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Etapa
dois: recuperando material.
Desmontando
o galinheiro do outro lado da casinha percebemos que
as madeiras cinzas ram muito largas e grossas e estranhamente
não tinham cupim.
Antes de usá-las como lenha aplainamos duas delas:
canela e peroba !!!
(madeiras nativas em extinção)
Recuperamos
todas e fizemos com
parte delas um deck no barranco.
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Etapa
três: “O arquiteto inquieto”.
Nasceu
em nós com a descoberta de madeiras nobres também
na estrutura do depósito o espírito construtor:
planejar com simplicidade.
O
conceito sustentável da obra:
Fazer a reconstrução somente com as próprias
mãos e sem a participação de técnicos,
usando materiais vindo de trocas, reaproveitamento e
a transformação de objetos em desuso por
objetos utilitários.
Catalogamos muitos objetos e materiais sem uso em prateleiras.
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Devolver à
terra o que foi extraído da mesma:
Nosso critério seria devolver o que foi retirado
no passado da natureza, seja de responsabilidade dos
anteriores habitantes ou nossa.
Diminuir os pastos da área para devolver árvores
e fertilidade ao solo foi o principal. E não
intervir em determinados locais! Deixar a sabedoria
da natureza nos mostrar como se regenerava por si mesma.
Observamos cada ciclo. A natureza às vezes foi
bem mais rápida que nós. Assim deixamos
que ela nos guiasse.
Encontramos jardins naturais em vez de criá-los:
frutos, ervas medicinais, material natural para artesanato.
E assim por diante.
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Paisagem
antiga: Ano 2000 até 2002
Paisagem
Atual: 2007 –2008
Etapa
quatro:
limpeza integral – harmonia no plano
físico e energético.
Usando até pás para tirar a terra,
os vidros quebrados e metais, limpamos a casinha.
Ainda que tudo de madeira, com muito sabão e água,
que corria das mangueiras grossas, em um dia quente
de sol fizemos com entusiasmo a tarefa.
Colocamos
forros (único material comprado) para evitar
os animais e a poeira.
Em seguida, a atividade humana positiva: mântras,
sintonia espiritual, arte.
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Etapa
cinco: abrir-se ao espaço.
Entre
a luz! Entre a paisagem para dentro! Trocar janelas
fechadas por transparentes! Modificamos as janelas várias
vezes durante os anos.
Com a luz e a paisagem entrou a calidez e a sensação
de lar.
Para esta tarefa o fiel Fusca havia partido para a cidade
próxima cheio de
objetos para trocas e voltou com onze janelas antigas
da casa desmontada
de um ancião de 80 anos. Vidros quebrados e rachaduras
não foram problema.
Juntamos quantos vidros dispensados havia no engenho
e armamos as janelas.
Também construímos algumas de outros tipos
com as sobras de madeira.
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Etapa
seis: reutilização.
Os
vidros que sobraram viraram objetos decorativos e instrumentos
musicais.
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Etapa sete: transformação súbita.
Desmontamos
o pequeno sótão da casinha e algumas
paredes internas.
Estas madeiras tornaram-se parte das paredes de outros banheiros externos.
O teto ficou alto e o ar circulou melhor.
As sobras do chão do engenho viraram um pátio na entrada.
Refizemos
o fogão de lenha abandonado, que trouxe o
calor ao inverno.
Camas antigas transformadas em prateleiras, outras madeiras antigas em mesas,
armários, portas, janelas, artesanato.
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Etapa
oito: decoração.
Restos
de mosaico viraram colunas artísticas.
As cortinas e todos os tecidos existentes foram reaproveitamentos
de peças usadas. Algumas vieram de navio da Europa
para a Argentina, ingressando em sistemas de economias
alternativas e de lá chegaram por outras mãos
até a Aldeia onde foram transformados.
Fomos aprendendo de tudo no caminho. As mãos
guiaram.
Outras peças foram feitas da arte da palha, aproveitando
a fibra de bananeiras,
palmitos, capins e outras plantas, a partir de um projeto
que foi criado na Aldeia Arawikay : www.caminhodapalha.blogspot.com
Foram
colocados na casinha: o tapete mexicano bordado pelas
mãos de alguma avó; móveis reciclados
(resultado de trocas ou transformações).
Aproveitamos misturas de tintas e compramos apenas um
pouco delas.
Pronto! Tudo aconteceu e aqui entram e saem pessoas
a cada vez colocando alguma mão ou dando sua
companhia!
O pequeno Lar desabrochou...
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Mensagem
final:
A
casa orgânica desperta continuamente o arquiteto, o
pedreiro, o marceneiro,
a padeira, a costureira, o design, a filósofa, o ambientalista,
o educador, a artista,
enfim...
Ah!! E aprender a arte da manutenção é
básico pois criar sem cuidar não vale.
Um
lar sustentável é cheio de vida.
A “Casa Inquieta” segue transformando-se em 2008
...e pode vir amanha ter rodas e virar um trailer. Não
sabemos ...
Sem
necessidade de usar quase nada de dinheiro e muito movimento
ela
nos fez viajar dentro de nós, dentro dela, no entorno
próximo, na região.
Com o passar de longos anos
seguramente poderá desaparecer virando quem sabe uma
outra coisa inquieta.
Ou virar um precioso composto para a terra com um conto que
começa assim:
“Havia
uma vez esta árvore que foi plantada num solo orgânico
onde existia há 100 anos atrás ...”
Relato
na Aldeia Arawikay - maio de 2008
Participe
dos programas de “Eco-práticas” aprendendo
ações ecológicas e artesanais fazendo
tudo com suas mãos inquietas.
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Para
os leitores : Síntese
Recriando
materiais, reutilizando, reduzindo
estaremos contribuindo com a nossa parte para o planeta.
Estaremos
fazendo :
“Consumo Ético e Consciente”,
Construindo uma “Economia Solidária”,
Vivendo com Arte e Educação Sustentável,
Vivendo uma Espiritualidade Prática que considera toda vida.
A Ecologia não será uma bandeira e sim uma necessidade básica.
Devolveremos a Vontade nas mãos para criar, escrever, doar, fazer juntos.
Assumir
com liberdade a escolha da cultura que queremos preservar
e transmitir
aos nossos sucessores depende de ações
conectadas no nosso cotidiano.
Incentivamos
a encontrar sua ação sustentável
qualquer que seja o lugar
ou tamanho. E agora!
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Veja
em nosso site “links”
interessantes.
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